Lígia, 24 anos. A pior hora é quando eu lembro que tenho que entrar aqui e atualizar esse número mais uma vez.

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*domingo, 14 de janeiro de 2007

Saiu de casa. Não se arrumou além do normal, mas se sentia bonita. Fazia o percurso de todos os dias, quando distraida, não se deu conta do sinal vermelho e quase foi atropelada. Assustada, caiu no chão. Meu deus, você está bem?, perguntou o motorista. Vinte e poucos anos, olhos verdes e reluzentes, cabelos negros e lisos. Estava bem, mas o pedido insistente para que entrasse no carro, aceitasse as desculpas do motorista descuidado e a carona até a faculdade - além dos belos olhos verdes - a fizeram subir no veículo. Estava bem, precisou repetir várias vezes. No caminho, descobriram ser colegas de curso. Inacreditável não se conhecerem. Ele nunca esqueceria rosto tão bonito e voz tão doce. Ela nunca se esqueceria de olhos tão verdes e tão brilhantes. O carro parou na frente da faculdade. Não desceram. Se beijaram intensamente e sentiram que nunca mais estariam sozinhos. Tinham um ao outro. Foram feitos um para o outro.

Acordou. Passou alguns minutos de olhos fechados, tentando continuar sonhando. Levantou. Se vestiu. Radiante. Saiu. Seguiu o mesmo caminho de todos os dias. Distraida, tentou atravessar a rua. Sinal vermelho, foi quase atropelada. Alguem saiu do carro. Fedia a cerveja, e tinha os olhos vermelhos. O cabelo era ensebado. Não viu o sinal vermelho sua puta, sua ignorante???? Levanta e sai da frente que eu quero passar, caralho. Levantou, se ajeitou e pediu desculpas. Ajeitou suas coisas, e saiu andando, olhando para baixo.



Este eu escrevi num tempo em que eu já não tinha mais esperança na vida. Sorte que passou.


por Amelie às 17:52 | 6 comentários

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