Lígia, 24 anos. A pior hora é quando eu lembro que tenho que entrar aqui e atualizar esse número mais uma vez.

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O saco de ir embora é que tudo é pela última vez. ...

Da série coisas que eu comprei sem precisar com d...

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*sexta-feira, 26 de janeiro de 2007


Extravagância consumista


Me custou bem mais do que uma carteira deve custar. Mas olha a cor! Olha as bolinhas, meu deus, as bolinhas!!!


por Amelie às 19:26 | 10 comentários

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*domingo, 21 de janeiro de 2007

Aquele tal de Cícero não-sei-das-quantas, que pode estar na cratera no Metrô era conhecido meu e dos meus pais. Era uma figurinha fácil da Alfonso Bovero e região, na Pompéia. Eu morei perto, na rua Caraibas, até os 12 anos. Hoje eu estava conversando com a minha mãe sobre ele, e começamos a lembrar coisas de quando morávamos por lá. Daí a gente percebeu o tanto de coisa que mudou de lá pra cá...

Eu ainda sou do tempo em que se comprava leite em saquinho e escolhia se queria A, B ou C. Lembro que uma vez eu fui comprar um saquinho para a minha mãe e derrubei todo no chão da sala. Lembro também que, na época que meu pai estava desempregado, a gente só comprava leite C. Eu ainda sou do tempo em que se ouvia disco de vinil. Eu tinha vários discos e existia uns que eram coloridos, e também uns que eram menores. Mas o meu pai nunca deixava eu mexer na vitrola para nãoe estragar a agulha. Eu era do tempo em que os ônibus de São Paulo eram marrons (marrons?) e a gente subia por trás e descia pela frente. Isso foi um pouco antes da estação Ponte Pequena do Metrô virar Armênia.

Eu sou do tempo em que Aids era novidade, e se discutia na televisão o uso da camisinha. Um cara perguntava para o outro nas mesas redondas "você usa camisinha?", e eu ficava imaginando o que podia ser aquilo. Uma camiseta pequena? Eu era do tempo que era chique ter interfone, e quando eu chegava da escola gritava: "Mãããããe, joga a chave!". Neste tempo ter telefone também era tão fácil quanto hoje. A gente não tinha. A minha avó tinha, e era daqueles em que a gente tinha que discar. Eu adorava discar o 9 e ver o disco voltar.

Eu sou do tempo que televisão não tinha controle remoto, e para mudar de canal a gente tinha que rodar um botão. As televisões também tinham uma portinha, que abria pra regular várias coisas, como a sintonia fina. E não tinha cento e tantos canais que nem hoje, tinha só 13. E os canais não eram 24 horas. Eu acodava e ficava olhando para as listinhas coloridas e o reloginho no canto da tela até começar o Telecurso 2000. Na minha época ainda tinha Manchete e o slogan do SBT ainda era "quem procura acha aqui". Eu sou do tempo em que pasta de dente vinha em tubinho de metal e o Airton Senna ainda ganhava corrida de Fórmula Um.

Eu sou do tempo em que as compras do supermercado vinham em sacolas de papel, e tinha vários tamanhos pra escolher. Sou do tempo também que, quando não dava tempo de ir do mercado, a gente preciava só de alguma coisinha ou precisava "marcar", a gente ia no seu Zé, seu Antônio. Lá, o arroz, o feijão e a farinha ficavam expostos, a gente pegava com uma canequinha e pesava. Neste tempo, a gente votava em papelzinho. Mas eu ainda não tinha idade, então eu só marcava o xizinho pra a minha mãe (quando dava tempo, eu ia correndo pra a outra sala e marcava para o meu pai também). Até a quinta série eu fazia meus trabalhos e textos na máquina de escrever. Eu fazia jornaizinhos em casa também, com matérias como "cesto de lixo da cozinha pega fogo com palito de fósforo".


por Amelie às 21:20 | 24 comentários

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*sábado, 20 de janeiro de 2007

- Consegui um estágio novo. Quero sair.
- Você ficaria se fosse efetivada?
- Hmmm, ficaria.
- Então você agora é assistente de redação.
- Ok.

Tá, não foi tão monossilábico assim. Mas foi o que aconteceu.


por Amelie às 00:01 | 7 comentários

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*sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Le Fabuleux destin d'Amelie Bonfant

- Sabe aquelas coisas que só acontecem em filmes que não têm o menor comprometimento com a verossimilhança?
- Sabe aquelas coisas que só acontecem quando está prestes a chover canivete?
- Sabe aquelas coisas que acontecem e que fazem a gente ter certeza de que deus existe e tem um puta de um humor negro?
- Sabe aquelas coisas que só acontecem quando a órbita de todos os planetas do sistema solar - incluindo Plutão - estão exatamente alinhadas?
- Sabe aquelas coisas que fazem sua vó gritar "misericórdia!"?
- Sabe aquelas coisas que fazem um cafetão ficar de bochechas coradas?
- Sabe aquelas coisas que depois que passa, você não acredita que aconteceu?
- Sabe aquelas coisas que o Salvador Dali não pintaria pois achou bizarro demais?

Pois é. nem preciso dizer que todas essas coisas acontecem comigo, né?

Ah, e é a primeira menção à Amelie Polain neste blog. E única. O filme é bom, mas eu já era Amelie muito antes dele! Hahahaha!


por Amelie às 11:25 | 2 comentários

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*quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Ela mente, ela não ouve as pessoas, ela é egoísta. Ela se atrapalha nos encontros e fala coisas que não devia falar. Ela sai mil vezes com o mesmo gordo bobo porque é fraca demais para resistir. Ela fica feliz quando a melhor amiga se separa, assim ela não será a única divorciada e não terá que enfrentar a felicidade alheia. Ela é porquinha. Ela é tão azarada que é xará da nova namorada do seu ex.

Nunca me identifiquei tanto com uma personagem de série antes da Old Christine.


por Amelie às 09:30 | 4 comentários

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*domingo, 14 de janeiro de 2007

Saiu de casa. Não se arrumou além do normal, mas se sentia bonita. Fazia o percurso de todos os dias, quando distraida, não se deu conta do sinal vermelho e quase foi atropelada. Assustada, caiu no chão. Meu deus, você está bem?, perguntou o motorista. Vinte e poucos anos, olhos verdes e reluzentes, cabelos negros e lisos. Estava bem, mas o pedido insistente para que entrasse no carro, aceitasse as desculpas do motorista descuidado e a carona até a faculdade - além dos belos olhos verdes - a fizeram subir no veículo. Estava bem, precisou repetir várias vezes. No caminho, descobriram ser colegas de curso. Inacreditável não se conhecerem. Ele nunca esqueceria rosto tão bonito e voz tão doce. Ela nunca se esqueceria de olhos tão verdes e tão brilhantes. O carro parou na frente da faculdade. Não desceram. Se beijaram intensamente e sentiram que nunca mais estariam sozinhos. Tinham um ao outro. Foram feitos um para o outro.

Acordou. Passou alguns minutos de olhos fechados, tentando continuar sonhando. Levantou. Se vestiu. Radiante. Saiu. Seguiu o mesmo caminho de todos os dias. Distraida, tentou atravessar a rua. Sinal vermelho, foi quase atropelada. Alguem saiu do carro. Fedia a cerveja, e tinha os olhos vermelhos. O cabelo era ensebado. Não viu o sinal vermelho sua puta, sua ignorante???? Levanta e sai da frente que eu quero passar, caralho. Levantou, se ajeitou e pediu desculpas. Ajeitou suas coisas, e saiu andando, olhando para baixo.



Este eu escrevi num tempo em que eu já não tinha mais esperança na vida. Sorte que passou.


por Amelie às 17:52 | 6 comentários

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*sábado, 6 de janeiro de 2007

Apenas duas coisas têm me dado algum prazer nestas férias: ouvir os Beatles (o que, por acaso, faço neste exato momento - Savoy Truffle) e ler a revista piauí.

Há cerca de um mês, meu pai foi contemplado, graças a sua sorte privilegiada para ganhar coisas relevantes, com seis semanas da Revista Veja em casa. Na falta de uma embalagem incrementada ou da bula de um dos remédios do meu pai e da minha mãe que ficam em cima da mesa - a do meu anticoncepcional eu já sei de cor, então, procuro variar -, serve como passatempo para os meus solitários cafés da manhã.

A minha leitura da Veja segue uma rotina mais ou menos regular uma semana após a outra - vou lendo as matérias conforme elas são engolíveis... no último dia, já vencida pelo tédio matutino, apelo para as matérias sobre política. Em casos extremos, me atrevo a ler até mesmo o Diogo Mainardi e a Veja São Paulo. É, coisas de uma leitora inveterada (quem dera o armário de remédios da minha casa fosse mais recheado nestas horas...).

Certos tipos de assunto eu sempre deixo para o final. Como novas descobertas arqueológicas (uó do pé no saco), por exemplo.

Tanto que eu realmente não me impressionei muito quando um professor meu me disse que, ao ler uma matéria sobre a descoberta, na África, da criança mais antiga do mundo publicada na primeira edição de piauí, ficara até emocionado.

De birra, comprei a revista, li a tal matéria, e me apaixonei pela menininha - Salem - que, ora bolas, tinha sido encontrada próximo de onde, anos atrás, descobriram Lucy, a mulher mais antiga do mundo, não por acaso xará da Lucy in the sky with diamonds.

Não sei se os seres humanos normais sentem a mesma coisa, nem mesmo se isso é comum a todos os meus colegas de classe, mas eu, como jornalista, fico muito feliz em ler a tal revista de nome estranho.

Me dei conta disso ontem quando, lendo uma das matérias de uma série sobre natação publicada na edição de janeiro, me peguei pensando "poxa, eu deveria nadar mais, é tão bom", para segundos depois lembrar que eu acho natação um porre, uma chatice sem tamanho.

Quando eu vi pela primeira vez esta revista na banca, estava com uma colega da faculdade, e soltei o seguinte comentário: "É muito boa, não vai durar".

Espero que a profecia não se cumpra.

Para quem quiser conhecer: www.revistapiaui.com.br


por Amelie às 22:09 | 14 comentários

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*sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Quando o inverno está lá, lá longe, é fácil achar que vamos resistir a ele quando ele chegar. Mas basta dar uma esfriada, uma brisa mais fria, que vem o arrepio na espinha e a incerteza.

Ele ainda não chegou, e ainda vai demorar um pouco mas, definitivamente, não vai ser fácil. Ele vai conseguir me derrubar.

Porque eu sou fraca.
Não aguento nem um ventinho atrás da orelha.

Aiai.

Aiai.

(desculpem-me pelo post interno.)


por Amelie às 12:03 | 3 comentários

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*quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Layout novo... que meeedo de dar caca! Hahahahaha!
Ah, sim, os arquivos não estão funcionando direito. Alguém saberia me ajudar a arrumar?


por Amelie às 22:26 | 2 comentários

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