Lígia, 24 anos. A pior hora é quando eu lembro que tenho que entrar aqui e atualizar esse número mais uma vez.

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*domingo, 22 de julho de 2007

Estou farto do lirismo comedido
do lirismo comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifílitico
De todo o lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.


Manuel Bandeira


por Amelie às 19:46 | 5 comentários

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Algumas amigas minhas morrem por um PP. Se for do Mackenzie então, meu deus, se derretem. E sabe que, no fundo, no fundo, elas não estão de todo erradas?


aiai.


=)


por Amelie às 19:01 | 9 comentários

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*sexta-feira, 6 de julho de 2007

Diferente do meu tempo, o ônibus não veio com o letreiro "Cidade Universitária". Agora era "USP". Talvez pra enconomizar caracteres.

Meu tempo... fazia um ano e meio só. Eu lembro como se fosse hoje do dia que tranquei minha matrícula. Até o tênis que eu usava. Era um all star novo que, até eu voltar para casa, meu causou um calo que eu levo comigo até hoje. Eu sentei no primeiro banco do ônibus. Vazio, apesar de já estarmos no início do semestre. Para mim, era a época que eu ainda me dava ao luxo de passar uma tarde no prédio de História e Geografia, sem fazer nada, só para rever os amigos e contar a notícia. Tranquei a matrícula. Dei tchau e fui embora.

Um ano e meio passou. Com pressa. E eu, por algum motivo obscuro, resolvi voltar.

Além do novo nome, ele estava mais generoso agora. Não passava mais a cada eternidade mas, como indicava o painel do Terminal Lapa (sim, porque agora ele não se dava mais ao travalho de ir até a Barra Funda), de 20 em 20 minutos. Levei uma amiga, pra não ir sozinha. Medo. Ele passou em 20 minutos mesmo, fiquei supresa. Pouco antes, zombara do painel eletrônico que se ria dos incautos passageiros. Subi no ônibus. O medo.

Em 2003, tudo parecia mais simples. Animação, trote, os novos colegas, os novos professores. Hoje, sobrara só a apreensão. Todos os colegas, agora velhos, já se preparavam para o mestrado. Eu só conheci nerds na USP. Nerds adoráveis, que fique claro. Uma menina me encontrou na fila da seção de alunos e, feliz, me disse: "Que bom, alguém do nosso ano!". Medo.

Me matriculei em duas disciplinas. Segunda e quarta a noite, estarei lá todas as semanas. Muito medo.

É muito esquisito pois, de certa forma, nunca me encontrei naquele lugar mas, por outro lado, é difícil se ver livre dele.

Peguei o ônibus de volta. Alvarenga, Panamericana, São Gualter, Pio XI, Tito, Clélia. Como em 2003 ou 2004. Até um livro trazia na mão, o velho hábito. Mas era para uma prova na Cásper.

Sorte que o segundo semestre para os alunos da História só começa em setembro.

Quem sabe consigo me adaptar à idéia.


por Amelie às 09:37 | 11 comentários

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