Lígia, 24 anos. A pior hora é quando eu lembro que tenho que entrar aqui e atualizar esse número mais uma vez.

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*quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Fragmentos que nunca conseguiram o status de post...

Até hoje não consigo passar por certos lugares, pegar certos ônibus ou olhar para certas fotos sem me lembrar e ficar triste por algumas coisas.

Mesmo as lembranças boas podem ser dolorosas.

Hoje eu ia cortar meu cabelo, e duas pessoas chegaram no trabalho com o cabelo cortado antes de mim. Bleh

Não custa nada sonhar alto. Tem sonhos que se realizam, outros que não, mas nada se perde por sonhar...

Eu tenho que reeditar meus posts toda as vezes que posto porque o blogger come todas as linhas puladas.

Já tinha ido umas 10 vezes naquela ponta de estoque da TNG, e sempre fui atendida pelo mesmo vendendor. Só na 11ª vez, quando eu finalmente comprei algo, ele se despediu de mim com beijinho.

A briga da novela anteontem por causa do cheque de um milhão foi uma das melhooooooores cenas já produzidas pela tv.

Na véspera de Natal, eu jantei pizza da sadia. O que parecia uma incrível transgressão, soou um tanto melancólico.

Como se faz para ter certeza se alguém é gay ou não?


por Amelie às 22:09 | 9 comentários

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*segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Há muito tempo que eu não terminava um ano com aquele sentimento de "caralho, que ano bom!". Por sorte, eu termino 2006 deste jeito. Foi um ano difícil, em que eu em poucos momentos tive paz de espírito. Foi um ano em que eu precisei mais de uma vez de um ombro amigo pra chorar, em que eu cansei, me estressei, desejei várias vezes que acabasse, mas caralho, que ano bom!

Vai ser um daqueles anos que eu, com 80 anos, ainda vou me lembrar bem. Se não dele inteiro, de momentos importantes. De momentos difíceis mais importantes. De coisas que eu fiz pela primeira vez, de coisas que eu nunca pensei que ia fazer e fiz, ou de coisas que eu desejei muito mas não fiz. De coisas pelas quais todo mundo tem que passar. Ou de coisas pelas quais só eu passo, já que a minha vida teima em ser sempre uma comédia pastelão.

Eu pensei em deixar para escrever algum post deste tipo no dia 31, pra não correr o risco de acontecerem coisas novas nesse meio tempo até 2007. Mas essa época de natal e ano novo é sempre bastante tediosa, então eu acho que não corro nenhum risco.

Aproveito o ensejo para, além de ser pedante e usar esse termo - ensejo, de que eu gosto tanto -, para dizer que eu espero que todos os leitores deste blog possam encerrar o ano com este mesmo espírito, e também para desejar um feliz 2007, cheio de realizações e todos aqueles clichês do tempo das festas.

Ah, aproveito também para agradecer a todos por visitar meu blog.

Até 2007.


por Amelie às 20:33 | 9 comentários

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*quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Eu sempre gostei muito da música "Octopus's Garden", dos Beatles, e sempre quis saber que diabos era o tal do "jardim de um polvo" e de onde raios o Ringo tinha tirado coisa tão absurda.

Daí ontem chegou meu livro "The Beatles - Letras e Canções Comentadas", que conta a seguinte história sobre a música:

"Lançada no LP Abbey Road, a segunda canção de Ringo foi escrita quando ele se irritou e abandonou o trabalho. A bordo do iate de Peter Sellers, na Sardenha, serviram polvo. Ringo não quis nem experimentar. Na conversa, o capitão do iate comentou que os polvos recolhiam os objetos brilhantes que encontravam no fundo do mar, mesmo se fossem pedras, e levavam todos para o mesmo lugar, que ficava parecendo um jardim. Foi a inspiração para a letra onde ele diz que gostaria de estar no fundo do mar, no jardim de um polvo, na escuridão"

Daí eu fiquei pensando que, antes de ler a tal explicação, nenhuma imagem mental de algum "jardim de um polvo" se formara na minha cabeça ao ouvir a música. Pra mim, até mesmo coisas como "eu sou a morsa" soavam menos psicodélicas.

E lembrei que uma vez, quando eu fiz uma disciplina de História da Cultura - na época em que eu ainda era uma fefeleche - de uma brincadeira que meu professor fez. Ele perguntou para a sala quantos de nós já haviam estado na França. Se não me falha a memória, ninguém. Daí ele pediu para cada um de nós pensar na cidade de Paris e disse que, muito provavelmente, quase todos haviam pensado coisas bem parecidas, como a torre Eiffel ou coisa do tipo.

A conclusão a que ele queria chegar é que, depois do advento da fotografia, do cinema e, principalemente, da televisão, todas as imagens do mundo, sobre qualquer coisa que se possa imaginar, já nos foi mostrado. Pense na Grécia antiga, nas crateras da Lua ou no centro da Terra. Sobre qualquer coisa que se pense, já há uma imagem razoavelmente padronizada.

Quando penso nisso, me sinto tolhida na minha liberdade de imaginação.

Acho que é por isso que eu sempre gostei desta música. Que viagem. Pra quem não conhece, a letra é essa:

I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade
He'd let us in, knows where we've been
In his octopus' garden in the shade
I'd ask my friends to come and see
An octopus' garden with me
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade.
We would be warm below the storm
In our little hideaway beneath the waves
Resting our head on the sea bed
In an octopus' garden near a cave
We would sing and dance around
because we know we can't be found
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade
We would shout and swim about
The coral that lies beneath the waves
(Lies beneath the ocean waves)
Oh what joy for every girl and boy
Knowing they're happy and they're safe
(Happy and they're safe)
We would be so happy you and me
No one there to tell us what to do
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden with you.


por Amelie às 20:49 | 9 comentários

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