Lígia, 24 anos. A pior hora é quando eu lembro que tenho que entrar aqui e atualizar esse número mais uma vez.

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Isshou

Carolina Villenflusser

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Te Dou Um Dado

 

O saco de ir embora é que tudo é pela última vez. ...

Da série coisas que eu comprei sem precisar com d...

Peraí, como assim? Explica isso melhor!

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A Nati ex-Paty Maionese me mandou uma brincadeirin...

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CFC Cerca de 40% das pessoas que prestam o exame ...

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*quarta-feira, 23 de julho de 2008

Só pra lembrar que eu odeio carros, não tenho a menor intenção de dirigir e ocupar sozinha o espaço que poderia ser de várias pessoas, e só estou tirando carta de motorista por uma razão muito específica, fica um link:
Ok, podem ler o post anterior agora.


por Amelie às 21:24 | 4 comentários

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*segunda-feira, 21 de julho de 2008

CFC

Cerca de 40% das pessoas que prestam o exame prático são aprovadas, destas, a maioria já está realizando a prova pela segunda vez. Já a aprovação na prova teórica é de cerca de 80%, sendo que destes preciso lembrar de tomar o meu remédio, é às 14h30, vou ajustar o meu relógio a placa de altura máxima permitida obriga os condutores de veículos ligiazinha, is that correct? li-gi-a-zi-nha já a placa de altura limitada adverte o motorista quanto não posso deixar de ir até a USP amanhã o braço colocado para fora deve ser usado se a seta eu odeio carros e não quero dirigir espero que a greve dos correios tenha mesmo acabado as placas de formato redondo são chamadas de placas de regulamentação educação + mídia, educação + televisão, criança + televisão e todas as vezes que a placa for temporária sua cor é laranja preciso comprar um sutiã novo. Não se deve preencher os quadradinhos, mas sim assinalar com um X o Kevin Arnold é um fofo, vou baixar mais episódios dos Anos Incríveis quando chegar em casa e daí eu entrei na contramão, é infração grave isso professor? eu já fui quatro vezes na creche vezes três horas por dia são doze horas e meu namorado não sabe trocar pneu, uma vez ele foi tentar na Imigrantes e os caminhoneiros ficaram zoando ele i think two of us riding nowhere spending someone's hard earned pay não posso esquecer de tomar o meu remédio, não esqueçam de passar as digitais antes de sair para o intervalo acho que aquele ventilador vai cair a qualquer momento tem um gato aqui dentro? isso não é barulho de bebê, é barulho de gato disputar racha é infração gravíssima e causa suspensão da carteira eu não vou dirigir mesmo não preciso me preocupar com isso dirigir com calçado que não fique bem preso aos pés mas eu não vou conseguir fazer a baliza, tenho certeza que vou me foder na baliza cerca de 75% dos acidentes de trânsito acontecem quando o condutor pra falar a verdade eu não sei nem direito o que é uma baliza o pé esquerdo deve ser usado exclusivamente na embreagem faltam quinze minutos é verdade que quando são só duas pessoas disputando racha eles só multam por excesso de velocidade? eu vou matar essa menina você terá três chances e depois eu preciso comprar um sutiã ligiazinha that day i was não esqueçam das digitais.


por Amelie às 20:18 | 1 comentários

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*sábado, 19 de julho de 2008

Eu anunciei, no começo deste ano, que o fim dos dias estava próximo. Ninguém quis acreditar.

Adeus Dercy.


por Amelie às 18:17 | 2 comentários

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*segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Ô tiiiiia!" Foi assim que ele me recebeu no dia que eu fui só dar um pulinho lá. Cauê, fácil de aprender porque é o único que tem o chapéu em cima do ê. "Ô tiiiiiia", pega e me puxa pela mão a cada cinco minutos. "Ele me bateu, quero brincar no cavalinho, olha o barquinho na minha blusa!"

"Hmmmmm, que cheirosa!!", uma por uma todas as mãozinhas limpas e perfumadas depois de fazer o xixi. "Cheira a minha, cheira a minha!"

"Aaalecrim, alecrim dourado, que não foi semeado". A brincadeira era a dança das cadeiras, mas o Jonathan só se interessava pela música. Calado, ele prendeu a mão entre as cadeiras e eu só percebi porque os olhos estavam cheios de lágrima. Não se aperreia por nada. Se o brinquedo não está lá, ele volta e fica mais um pouquinho no colo da tia Iracema. (fala baixo mas foi dele que eu mais gostei)

Sentamos numa roda e, quando eu percebi, ela já estava infiltrada no meu colo. "A Mikaele não pode ver uma pessoa nova!", me explicaram. Foi a manhã inteira de mãos dadas até a hora do almoço. "Tia, quero fazer xixi!!!" Meu deus, e agora?

Pra achar o Gabriel, é o ouvido que serve de guia: onde tiver gente chorando, é porque ele está por perto. Bonzinho, mas muito agitado. Levantou carrinho com menina em cima e tudo.

"Tia, olha, ele jogou a semente no chão!" - Ah, de ser a mais velha e a mais metida a sabe tudo que nem a Gabriella eu entendo bem. "Tia, é pra ficar de pé agora, não é? Tá vendo, eu disse que é pra ficar de pé!"

Ainda tem a Iara, a Thalita, o João e a Tuany, fora os que resolveram se presentear com umas férias durante o mês de julho.

Estou fazendo trabalho voluntário numa creche perto de casa.



por Amelie às 19:09 | 6 comentários

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*quinta-feira, 3 de julho de 2008

Tudo era muito muito romântico quando eu tinha sete anos. Dentista! Professora! Atriz! Arquitera! Veterinária! A resposta, apesar de variar muito, estava sempre na ponta da língua. Até, que num ímpeto de maturidade e auto confiança, aos treze anos veio a resposta definitiva: jornalista! Ufa. Os anos seguintes foram de pura paz e tranquilidade. Enquanto minhas amigas se debatiam, assavam os miolos, faziam testes e mais testes, eu estava lá, certa. "Que bonitinho, treze anos e já sabe". Se formos fazer as contas, ora vejam, somam-se dez anos desde então. Aos dezessete anos, veio a hora de entrar no cursinho, e foi aí que o angu começou a encaroçar. Aqui vale uma pausa para um parêntese de extrema importância. Eu tenho uma tara não tão secreta por professores. Vale salientar, no entanto, que apenas por professores gostosos, apesar do conceito de gostosura variar muito de uma pessoa para outra. É fato, e é triste, porque meus dois sonhos - me apaixonar por um professor gostosão e casar com um homem velho e rico são completamente inconciliáveis. Paciência. Na verdade, agora eu percebo que o parêntese não tem muita serventia para a narrativa pois, quando eu estava no cursinho eu me apaixonei pelo meu professor de Inglês (há também nisso um certo padrão) e não de História. Mas o fato é que, depois de anos e anos de firme decisão, na hora de preencher o quadradinho escrito primeira opção, eu escrevi "História". Super feliz e saltitante, "viva la revolucion" e etc eu, devidamente aprovada e matriculada, comecei o curso. Depois de um ano e meio - e esse pedaço eu vou pular propositalmente, pois não estou a fim de contar - resolvi que chega de palhaçada, eu quero mesmo é fazer Jornalismo e não sei que porcaria de idéia eu fui ter de me matricular em qualquer outra coisa. Ah, a Cásper Líbero. Sonho da minha juventude nerd. Uma: "Quero casar com um moço loiro de olhos azuis". Outra: "Quero ir para Porto Seguro na minha formatura". Eu: "Quero fazer Jornalismo na Cásper Líbero". Imaginem como isso me tornava popular. Fiz o vestibular de novo - desta vez, graças a deus, pelo menos não tive que estudar química nem física - e passei. E agora, quatro anos, depois - esse miolinho eu também vou pular, mas é porque tem muita coisa pra contar, dá preguiça e blá, blá, blá - já não quero ser jornalista, nem historiadora, nem sei o que eu quero fazer. E não é brincadeira, é coisa séria, eu NÃO QUERO ser jornalista. Além disso, em poucos dias, serei uma desempregada (a sorte é que, por quatro meses, mamarei nas deliciosas tetas do governo, graças ao Seguro Desemprego). 23 anos, eu já cresci - pouco, mas cresci - e, ahá!, ainda não sei o que eu quero da minha vida. E eu não estou nem um pouco preocupada, o que é, talvez, a parte mais preocupante da história.


por Amelie às 18:36 | 2 comentários

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