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*quinta-feira, 3 de julho de 2008

Tudo era muito muito romântico quando eu tinha sete anos. Dentista! Professora! Atriz! Arquitera! Veterinária! A resposta, apesar de variar muito, estava sempre na ponta da língua. Até, que num ímpeto de maturidade e auto confiança, aos treze anos veio a resposta definitiva: jornalista! Ufa. Os anos seguintes foram de pura paz e tranquilidade. Enquanto minhas amigas se debatiam, assavam os miolos, faziam testes e mais testes, eu estava lá, certa. "Que bonitinho, treze anos e já sabe". Se formos fazer as contas, ora vejam, somam-se dez anos desde então. Aos dezessete anos, veio a hora de entrar no cursinho, e foi aí que o angu começou a encaroçar. Aqui vale uma pausa para um parêntese de extrema importância. Eu tenho uma tara não tão secreta por professores. Vale salientar, no entanto, que apenas por professores gostosos, apesar do conceito de gostosura variar muito de uma pessoa para outra. É fato, e é triste, porque meus dois sonhos - me apaixonar por um professor gostosão e casar com um homem velho e rico são completamente inconciliáveis. Paciência. Na verdade, agora eu percebo que o parêntese não tem muita serventia para a narrativa pois, quando eu estava no cursinho eu me apaixonei pelo meu professor de Inglês (há também nisso um certo padrão) e não de História. Mas o fato é que, depois de anos e anos de firme decisão, na hora de preencher o quadradinho escrito primeira opção, eu escrevi "História". Super feliz e saltitante, "viva la revolucion" e etc eu, devidamente aprovada e matriculada, comecei o curso. Depois de um ano e meio - e esse pedaço eu vou pular propositalmente, pois não estou a fim de contar - resolvi que chega de palhaçada, eu quero mesmo é fazer Jornalismo e não sei que porcaria de idéia eu fui ter de me matricular em qualquer outra coisa. Ah, a Cásper Líbero. Sonho da minha juventude nerd. Uma: "Quero casar com um moço loiro de olhos azuis". Outra: "Quero ir para Porto Seguro na minha formatura". Eu: "Quero fazer Jornalismo na Cásper Líbero". Imaginem como isso me tornava popular. Fiz o vestibular de novo - desta vez, graças a deus, pelo menos não tive que estudar química nem física - e passei. E agora, quatro anos, depois - esse miolinho eu também vou pular, mas é porque tem muita coisa pra contar, dá preguiça e blá, blá, blá - já não quero ser jornalista, nem historiadora, nem sei o que eu quero fazer. E não é brincadeira, é coisa séria, eu NÃO QUERO ser jornalista. Além disso, em poucos dias, serei uma desempregada (a sorte é que, por quatro meses, mamarei nas deliciosas tetas do governo, graças ao Seguro Desemprego). 23 anos, eu já cresci - pouco, mas cresci - e, ahá!, ainda não sei o que eu quero da minha vida. E eu não estou nem um pouco preocupada, o que é, talvez, a parte mais preocupante da história.


por Amelie às 18:36 | 2 comentários

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