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*quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

O ápice do meu carnaval foi ir ao cinema com dois amigos. Fazia 5 meses que eu não ia ao cinema, 8 se levarmos em consideração apenas as vezes em que eu realmente fui com o intuito de ver o filme. Uma vergonha. Nunca passei tanto tempo sem ver um filme no cinema. Talvez porque há muito um filme não me atraía até a sala de projeção. Talvez por falta de tempo, talvez por preguiça. Mas, por sorte, quebrei o meu jejum da melhor forma possível.

O roteiro de Pequena Miss Sunshine é simples: uma família desequilibrada sai para uma viagem em que tudo que dá errado e, entre um tropeço e outro, aprende a conviver, retomando a unidade e a harmonia familiar. Os personagens, também são simples: uma mãe tentando administrar um ambiente familiar confuso, um pai bitolado que não aceita ser um perdedor, um tio suicida, um avô viciado em heroína, um irmão adolescente revoltado com o mundo, e uma garotinha que sonha em ser a vencedora de um concurso de miss.

Por aí, pode-se imaginar qualquer coisa, desde algo no estilo Férias Frustradas, até algo com final exaltando o american way of life. Mas o filme se esquiva desses dois caminhos, e também de qualquer outro clichê do cinema americano. Aliás, há muito tempo, alguém disse que é difícil acreditar que trata-se de um filme americano, e é verdade.

O roteiro, apesar de simples, é recheado de bons momentos, que podem levar tanto às gargalhadas quanto trazer lágrimas aos olhos. Os personagens, planos ao primeiro olhar, vão se tornando figuras complexas, humanas, com várias matizes que se mostram durante o enredo sem, no entanto, perderem sua essência.

Pequena Miss Sunshine não é um filme para entendidos. É um filme para quem gosta de cinema, para quem gosta de bons filmes. Segundo Hitchcock, muitos diretores diziam que seus filmes eram "pedaços da vida", no que ele retrucava que os seus eram "pedaços de bolo". E não há uma melhor descrição que a sugerida pelo mestre do suspense: Pequena Miss Sunshine é um delicioso pedaço de bolo.


por Amelie às 10:42 | 6 comentários

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