Lígia, 24 anos. A pior hora é quando eu lembro que tenho que entrar aqui e atualizar esse número mais uma vez.

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*terça-feira, 23 de maio de 2006

Tenho algumas compulsões na vida. Uma é comprar roupas. Não que eu saia comprando tudo que vejo pela frente. É ainda mais patológico: fico namorando uma peça por dias a fio, às vezes sem nem mesmo tê-la experimentado, e não sossego enquanto não a compro. Acontece, que na maioria das vezes, chegando em casa, a tal roupa não tem mais o encanto que tinha quando estava na vitrine, ou ainda quanto sendo testada no provador: deixa meus peitos caídos, ou minha barriga mais saliente que o habitual, ou então simplesmente começa a apresentar detalhes como mangas muito compridas, golas muito apertadas e, por mais que pareça mentira, algumas até mudam de cor quando entram em casa.
Acho que puxei essa coisa de compulsão do meu pai. Ele tem várias. Elas vêm uma atrás da outra, a mais nova sempre pior e mais avassaladora que as primeiras. A que eu me lembro com mais riqueza de detalhes foi a de comprar qualquer coisa que tivesse na etiqueta um valor menor ou igual a R$ 1,99. Acho que ela surgiu com o Plano Real. Meu pai, acostumado em gastar altas quantias como quinze mil, quinhentos e vinte e três cruzeiros reais, novos ou mesmo cruzados, ficou encantado com a vasta gama de mercadorias que se podia obter com apenas uma ou duas moedinhas. Nossa casa foi invadida por separadores de ovos, coçadores de costas, porta-copos, e tudo que se pode imaginar de pequenos objetos. Um dia ele chegou felicíssimo em casa. Comprou 5 hastes de plástico com ímãs nas extremidades. Cada um custou só 1 real, vejam que oportunidade!!! Até hoje, mais de dez anos depois, ainda não descobrimos a utilidade daquilo... Mas por 1 real, quem seria louco de não comprar?

Uma das minhas compulsões é a de escrever blogs. Tive o primeiro em 2001, quando ainda era uma relativa novidade. Me aperfeiçoei em 2003, quando criava meus próprios layouts e tinha até um endereço .com. Naquele época, eu recebia até 50 comentários por dia. Depois, enjoei de falar da minha vida pessoal, e comecei a publicar uns textos que eu escrevia, uns comentários de filmes e livros, e algumas reflexões pessoais. Os comentários cairam até atingir o zero e eu encerrei minha incursão pelo mundo dos diários virtuais. Agora, resolvi voltar. Já um tanto acostumada com os pés na bunda que a gente recebe ao longo da vida, não vou ficar chateada se ninguém ler o que eu escrevo. Na pior das hipóteses, esse vai ser um lugar para eu despejar minhas bobagens cotidianas e poupar uma meia dúzia de ouvidos incautos.

Seja bem-vindo =)


por Amelie às 17:47 | 2 comentários

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